Desbloqueie todos os relatórios completos por 7 dias, por apenas $1.95.7 dias de relatórios por $1.95 Todos os testes incluídos. Cancele quando quiser.

Começar agora

TDAH

Sinais de TDAH em adultos: sintomas comuns e quando fazer uma avaliação

Assista à versão de 45 segundos

2,6% a 6,8%dos adultos têm TDAH

Entre 2,6% e 6,8% dos adultos no mundo têm TDAH. Muitos nunca foram diagnosticados na infância.

Ler a transcrição
  1. Entre 2,6% e 6,8% dos adultos no mundo têm TDAH. Muitos nunca foram diagnosticados na infância.
  2. No TDAH, a atenção não falta. Ela é difícil de direcionar: tarefas chatas escapam, e as interessantes podem engolir horas.
  3. O tempo também escapa. "Só mais cinco minutos" vira duas horas, e os planos começam tarde ou nem começam.
  4. Em adultos, a hiperatividade muitas vezes vai para dentro: uma mente que não desliga, mãos e pés inquietos e dificuldade de aguentar reuniões longas.
  5. Emoções fortes e que mudam rápido são comuns em adultos com TDAH, embora não façam parte dos critérios diagnósticos oficiais.
  6. Ansiedade, humor baixo e sono ruim podem parecer TDAH, e muitas vezes vêm junto com ele: 47% dos adultos com TDAH também têm um transtorno de ansiedade.
  7. Um questionário de triagem é um primeiro passo, não um diagnóstico. Se os sinais combinam com você, um profissional pode montar o quadro completo.

Muitos adultos perdem as chaves, adiam papelada chata ou se distraem em reuniões longas. Só isso não é TDAH. Mas se essas coisas acontecem desde que você se lembra e continuam custando caro no trabalho, em casa ou nos seus relacionamentos, faz sentido se perguntar.

Veja como o TDAH adulto costuma aparecer no dia a dia, por que tantas vezes passa despercebido até a vida adulta e como descobrir se ele explica o que você está vivendo.

O que é TDAH e como é feito o diagnóstico?

O TDAH (transtorno de déficit de atenção/hiperatividade) é uma condição do neurodesenvolvimento. Os profissionais de saúde fazem o diagnóstico com base nos critérios do DSM-5, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA). Há dois grupos de sintomas: desatenção e hiperatividade-impulsividade.[1]

Para pessoas com 17 anos ou mais, o diagnóstico exige todos estes pontos:[1]

  • Pelo menos cinco sintomas de um ou dos dois grupos (para crianças, são seis).
  • Sintomas que duram pelo menos seis meses.
  • Vários sintomas presentes antes dos 12 anos.
  • Dificuldades em mais de um ambiente, como no trabalho e em casa.

Conforme os sintomas que predominam, o diagnóstico é registrado como uma de três apresentações: predominantemente desatenta, predominantemente hiperativa-impulsiva ou combinada.[1]

Um ponto que muita gente não percebe: o TDAH só pode ser diagnosticado por um profissional de saúde habilitado que entreviste você. A declaração de consenso da World Federation of ADHD (Federação Mundial de TDAH) é direta sobre isso. Escalas de avaliação, testes de computador e exames de imagem do cérebro não conseguem fechar o diagnóstico sozinhos.[5]

Quantos adultos têm TDAH?

A resposta depende de como se conta. Estudos que exigem que os sintomas tenham começado na infância encontram números menores do que estudos que contam qualquer pessoa com sintomas atuais. Pesquisas sobre quem já recebeu o diagnóstico dão um terceiro número.

Estimativas de TDAH em adultos, conforme o método de medição

Mundo, início na infância2,6%EUA, entrevistas clínicas4,4%EUA, diagnóstico atual6,0%Mundo, sintomas atuais6,8%
Números mundiais: Song et al. (2021), uma metanálise ajustada à população mundial de 2020.[3] Entrevistas clínicas nos EUA: Kessler et al. (2006), adultos de 18 a 44 anos.[4] Diagnóstico atual nos EUA: pesquisa do CDC com adultos, 2023.[2]

Essa pesquisa do CDC, publicada em 2024, estimou que cerca de 15,5 milhões de adultos nos EUA tinham um diagnóstico atual de TDAH. Desses, 55,9% foram diagnosticados aos 18 anos ou depois.[2] Hoje, receber o diagnóstico na vida adulta é comum.

Os sintomas de TDAH tendem, sim, a diminuir com a idade. Uma metanálise resumida na declaração da World Federation of ADHD concluiu que só cerca de um em cada seis jovens com TDAH ainda preenchia todos os critérios aos 25 anos, enquanto cerca de metade ainda tinha alguns sintomas que causavam prejuízo.[5]

Quais são os sinais de TDAH em adultos?

O DSM-5 lista nove sintomas de desatenção e nove de hiperatividade-impulsividade. Aqui estão eles em linguagem simples, a partir do resumo da Associação Americana de Psiquiatria:[1]

Desatenção

  • Deixar passar detalhes ou cometer erros por descuido
  • Dificuldade de manter o foco em tarefas, leituras ou conversas
  • Parecer não escutar quando alguém fala diretamente com você
  • Não seguir instruções até o fim ou deixar tarefas inacabadas
  • Dificuldade para se organizar e administrar o tempo
  • Evitar tarefas que exigem esforço mental prolongado
  • Perder com frequência coisas de que você precisa
  • Distrair-se com facilidade
  • Esquecer tarefas do dia a dia, compromissos ou contas

Hiperatividade e impulsividade

  • Mexer as mãos ou os pés, ou se remexer na cadeira
  • Levantar quando se espera que você fique sentado
  • Sentir-se inquieto (em crianças, isso aparece como correr ou subir nas coisas)
  • Ter dificuldade de fazer as coisas em silêncio
  • Sentir-se o tempo todo "a mil por hora"
  • Falar demais
  • Soltar respostas antes de a pergunta terminar
  • Ter dificuldade de esperar a sua vez
  • Interromper os outros ou se intrometer

Em adultos, a hiperatividade muitas vezes diminui ou se volta para dentro. A APA observa que ela pode aparecer como uma inquietação extrema, enquanto a desatenção tem mais chance de persistir.[1] Assim, um adulto com TDAH pode passar uma reunião inteira sem se mexer e, mesmo assim, estar subindo pelas paredes por dentro.

Essa mudança é um dos motivos pelos quais alguns adultos não se reconhecem nas descrições de TDAH escritas pensando em crianças. Os critérios são os mesmos em qualquer idade, mas a forma como aparecem muda:

O mesmo sintoma na infância e na vida adulta (exemplos)
SintomaComo pode aparecer em uma criançaComo pode aparecer em um adulto
InquietaçãoCorrer ou subir nas coisas quando não é apropriadoSentir-se inquieto por dentro; remexer-se; escolher trabalhos mais ativos
Dificuldade de ficar sentadoLevantar da carteira durante a aulaLevantar com frequência em reuniões ou ligações longas
DesorganizaçãoMesa e mochila bagunçadas; lição de casa perdidaPrazos perdidos, contas atrasadas, caixa de entrada lotada
EsquecimentoEsquecer as tarefas de casa ou o material de educação físicaEsquecer consultas, retornos e coisas para resolver na rua
InterromperFalar sem ser chamado na aulaTerminar as frases dos outros numa conversa
Com base na lista de sintomas do DSM-5, conforme o resumo da Associação Americana de Psiquiatria. Os exemplos são ilustrações, não critérios.

A tabela abaixo dá exemplos de como os mesmos sinais podem se manifestar em diferentes áreas da vida.

Como os sinais de TDAH podem aparecer na vida adulta (exemplos)
SinalNo trabalhoEm casaNos relacionamentos
Dificuldade de manter a atençãoReler o mesmo e-mail; ficar no mundo da lua nas reuniõesComeçar várias tarefas de casa e não terminar nenhumaPerder o fio da meada quando o parceiro ou a parceira fala
Desorganização e tempoPrazos perdidos; subestimar quanto tempo as tarefas levamPilhas de cartas fechadas; contas atrasadasChegar atrasado aos compromissos, com frequência
EsquecimentoEsquecer retornos ou reuniõesPerder chaves, celular ou carteiraEsquecer aniversários ou promessas
InquietaçãoPrecisar se mexer; reuniões longas parecem insuportáveisDifícil ver um filme inteiro sentadoDifícil relaxar numa noite tranquila
ImpulsividadeInterromper; dizer sim a coisas demaisCompras por impulsoDizer as coisas antes de pensar bem
São ilustrações da lista de sintomas do DSM-5, não critérios extras. Todo mundo faz algumas dessas coisas de vez em quando. No TDAH, o que conta é a frequência, há quanto tempo acontece e o quanto atrapalha.

Altos e baixos emocionais

Muitos adultos com TDAH também descrevem frustração rápida, irritabilidade ou emoções que chegam com força e passam depressa. Isso costuma ser chamado de desregulação emocional. Ela não faz parte dos critérios do DSM-5, então não conta para o diagnóstico. Ainda assim, uma revisão publicada no American Journal of Psychiatry concluiu que estudos clínicos relatam desregulação emocional que causa prejuízo em 34% a 70% dos adultos com TDAH.[6] Se essa parte parece familiar, mencione isso durante a avaliação.

Por que o TDAH costuma passar despercebido em mulheres?

O TDAH é diagnosticado com mais frequência no sexo masculino, numa proporção de cerca de dois para um entre os jovens.[5] Parte dessa diferença parece vir do fato de meninas e mulheres passarem despercebidas. Uma declaração de consenso de especialistas de 2020, da UK ADHD Partnership, aponta vários motivos:[7]

  • Sintomas de desatenção, como distração fácil, desorganização ou sensação de sobrecarga, têm menos chance de levar a um encaminhamento do que comportamentos disruptivos. Meninas desatentas passam despercebidas com mais frequência.
  • As expectativas de professores e pais sobre como o TDAH se manifesta influenciam quem é encaminhado.
  • Estratégias de enfrentamento, como se preparar em excesso ou trabalhar muito mais horas, podem esconder a dificuldade de fundo. Muita gente chama isso de mascaramento.
  • Condições coexistentes, como ansiedade, depressão ou transtornos alimentares, podem ofuscar o TDAH.

A mesma declaração observa que os sintomas podem ficar mais evidentes em fases de transição, como entrar na faculdade ou começar um novo emprego, e podem piorar com as mudanças hormonais do ciclo menstrual, da gravidez e da menopausa.[7] Muitas mulheres só começam a se perguntar sobre TDAH na vida adulta, quando as exigências crescem além das estratégias que antes funcionavam.

Dá para ter TDAH mesmo indo bem na escola?

Sim. Notas boas não descartam o TDAH. A declaração de consenso do Reino Unido descreve como estratégias compensatórias, em casa ou na escola, podem mascarar os sintomas, e orienta os avaliadores a verificar que apoio ou estrutura existia.[7] Digamos que seu pai ou sua mãe cuidava da sua agenda, ou que você dava conta de tudo na correria de última hora. A dificuldade pode só ficar evidente quando esse apoio some ou a carga de trabalho aumenta.

O que mais pode parecer TDAH?

Não existe um exame único para TDAH, e o CDC lista transtornos do sono, ansiedade, depressão e alguns transtornos de aprendizagem como condições que podem causar sintomas parecidos.[11] Uma boa avaliação investiga essas possibilidades. A tabela mostra algumas diferenças típicas, embora a vida real seja mais bagunçada, e você pode ter mais de uma condição.

O TDAH e as condições que mais se parecem com ele
CondiçãoO que se sobrepõe ao TDAHO que tende a ser diferente
AnsiedadePouca concentração, inquietação, dificuldade para dormirOs problemas de foco acompanham a preocupação e melhoram quando ela passa. Os sinais de TDAH vêm desde a infância e aparecem mesmo quando você está calmo.
DepressãoPouca motivação, dificuldade de concentração, esquecimentosVem com humor baixo ou perda de interesse, muitas vezes em episódios. O TDAH é um padrão de longa data, e não uma mudança em relação ao seu jeito de sempre.
Problemas de sonoDesatenção, irritabilidade, névoa mentalOs sintomas melhoram quando o sono melhora. Um transtorno do sono também pode existir junto com o TDAH, então vale a pena investigar de qualquer forma.
Transtornos de aprendizagemDificuldade com leitura, escrita ou papeladaOs problemas se concentram em habilidades específicas (como a leitura), e não na atenção em vários tipos de tarefa.
A regra de início na infância faz parte dos critérios do DSM-5. As outras diferenças são padrões gerais, não regras diagnósticas.

Se ansiedade ou humor baixo parecem mais próximos do que você vive, nosso teste de ansiedade (GAD-7) e nosso teste de depressão (PHQ-8) usam os mesmos questionários curtos que muitos médicos usam. TDAH e autismo também têm traços em comum, que abordamos em TDAH vs. autismo em adultos.

Quais condições costumam vir junto com o TDAH em adultos?

O TDAH raramente vem sozinho. Na National Comorbidity Survey Replication, uma pesquisa nacional dos EUA, adultos com TDAH muitas vezes tinham pelo menos uma outra condição, mais comumente um transtorno de ansiedade ou do humor.[4]

Outras condições entre adultos com TDAH (pesquisa dos EUA)

Transtorno de ansiedade47,1%Transtorno do humor38,3%Explosivo intermitente19,6%Uso de substâncias15,2%
Porcentagem de adultos com TDAH que preenchiam os critérios de cada condição na National Comorbidity Survey Replication (Kessler et al., 2006): qualquer transtorno de ansiedade, qualquer transtorno do humor, transtorno explosivo intermitente e qualquer transtorno por uso de substâncias. O transtorno explosivo intermitente foi o único transtorno do controle de impulsos medido.[4]

Essa pesquisa também concluiu que só 10,9% dos adultos com TDAH tinham recebido tratamento para TDAH no ano anterior, embora muitos tivessem sido tratados para outras condições.[4] Esse estudo já tem 20 anos, e o diagnóstico ficou mais comum desde então. Mesmo assim, na pesquisa do CDC de 2023, 36,5% dos adultos com diagnóstico atual de TDAH não tinham recebido nenhum tratamento para TDAH no último ano.[2]

O que um teste online de TDAH pode dizer a você?

Muitos testes online de TDAH, incluindo o nosso, seguem o formato da Escala de Autorrelato de TDAH em Adultos (ASRS), desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde com pesquisadores da Harvard Medical School. Ela pergunta com que frequência você teve cada sintoma nos últimos seis meses. Os resultados das pesquisas sobre ela são mistos:

  • No estudo original de 2005, a versão de triagem da ASRS, com seis perguntas, identificou corretamente 68,7% das pessoas com TDAH (sensibilidade) e descartou corretamente 99,5% das pessoas sem TDAH (especificidade).[8]
  • Uma versão de 2017, atualizada para o DSM-5, se saiu melhor, com 91,4% de sensibilidade e 96,0% de especificidade em amostras da população geral.[9]
  • Mas, quando pesquisadores aplicaram a ASRS v1.1 a amostras da população geral no Reino Unido e nos EUA, ela sinalizou 26,0% e 17,3% das pessoas como prováveis casos de TDAH, contra uma taxa esperada de cerca de 2,5%. Eles estimaram que só cerca de 11,5% das triagens positivas seriam de fato TDAH.[10]

Pessoas sinalizadas pela ASRS v1.1 vs. taxa esperada de TDAH

Sinalizados, Reino Unido26,0%Sinalizados, EUA17,3%Taxa esperada em adultos2,5%
Chamberlain, Cortese e Grant (2021), duas amostras populacionais (Reino Unido n=642, EUA n=579).[10]

Em termos simples, uma pontuação alta significa que vale a pena conversar com um profissional. Ela não significa que você tem TDAH, porque estresse, ansiedade, humor baixo, sono ruim e outros problemas ligados a impulsos podem aumentar a pontuação. Uma pontuação baixa torna o TDAH menos provável, mas, se suas dificuldades são reais e antigas, uma pontuação baixa não deve impedir você de pedir ajuda.

No nosso teste de TDAH, cada uma das 18 respostas vale de 0 (nunca) a 4 (muito frequentemente), num total de 72. Pontuações de 29 a 44 sugerem alguns traços de TDAH, e 45 ou mais sugerem muitos. Você também vê pontuações separadas para desatenção e para hiperatividade-impulsividade, o que pode ajudar um profissional a ver onde suas dificuldades se concentram. Trate esses números como ponto de partida para uma conversa.

Questionário de triagem vs. avaliação clínica
Triagem onlineAvaliação clínica
Quem fazVocê, por conta própriaUm profissional de saúde habilitado
Quanto tempo levaCerca de 5 minutosMuitas vezes, uma ou mais consultas longas
O que analisaCom que frequência você nota sintomas agoraSintomas atuais, histórico na infância, impacto, outras explicações
O que você recebeUma pontuação e o que ela sugereUm diagnóstico (ou não) e um plano de tratamento
Pode diagnosticar TDAH?NãoSim

Como funciona a avaliação de TDAH em adultos?

Os detalhes variam conforme o país e o sistema de saúde, mas a maioria das avaliações de adultos segue um caminho parecido. Os critérios do DSM-5 orientam as perguntas do profissional.[1][5]

O que uma avaliação de TDAH em adultos costuma incluir

  1. Perceba o padrão

    Anote exemplos concretos do trabalho, de casa e dos relacionamentos. Um questionário de triagem pode ajudar você a colocar isso em palavras.

  2. Converse com um médico

    Um clínico geral ou médico de família pode verificar causas físicas e encaminhar você para alguém que avalie TDAH em adultos, ou você pode ir direto a um especialista, onde isso for permitido.

  3. Entrevista clínica

    O profissional repassa cada sintoma, há quanto tempo você o tem e se vários estavam presentes antes dos 12 anos.

  4. Outros pontos de vista

    Podem pedir a opinião do seu parceiro ou parceira, de um dos seus pais, ou boletins escolares antigos, já que é difícil se lembrar dos sintomas da infância.

  5. Investigar condições parecidas

    O profissional verifica se há ansiedade, depressão, problemas de sono e outras condições que poderiam explicar os sintomas ou se somar a eles.

  6. Diagnóstico e plano

    Se você preencher os critérios, vocês conversam sobre as opções de tratamento. Se não preencher, ainda assim deve sair com uma explicação para o que está vivendo.

Como é o tratamento do TDAH em adultos?

O tratamento geralmente envolve medicação, terapia e apoio prático, isolados ou combinados. Em uma grande metanálise em rede resumida pela World Federation of ADHD, os estimulantes (anfetaminas e metilfenidato) reduziram os sintomas em adultos em comparação com placebo, e a atomoxetina, um medicamento não estimulante, teve benefícios moderados. Quanto ao tratamento psicológico, uma metanálise sobre terapia cognitivo-comportamental para adultos encontrou melhoras moderadas nos sintomas autorrelatados, embora os efeitos tenham sido pequenos nos ensaios mais rigorosos.[5] O NIMH (Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA) lista a medicação e os tratamentos psicossociais, como a terapia cognitivo-comportamental, como as opções padrão.[12] Nos EUA, adultos cujos sintomas afetam o trabalho também podem ter direito a adaptações no local de trabalho.[1] A combinação que faz sentido depende da sua saúde, das suas outras condições e das suas preferências, então é uma decisão para tomar junto com um profissional.

Quando vale a pena fazer uma avaliação de TDAH?

Vale a pena pedir uma avaliação se a maioria destes pontos for verdade para você:

  • Vários dos sinais acima acontecem com frequência, e não só em semanas estressantes.
  • Você consegue identificá-los desde a infância, mesmo que parecessem diferentes na época.
  • Eles causam problemas em mais de uma área, como no trabalho e em casa.
  • Outras explicações, como sono ruim ou um período de depressão, não dão conta deles por completo.

Se não tiver certeza, um questionário de triagem é um primeiro passo razoável. Leve o resultado a um médico junto com seus exemplos. E se você estiver com dificuldades com o seu humor ou não se sentir seguro, procure agora um médico ou uma linha de apoio emocional, antes de qualquer pergunta sobre TDAH.

Perguntas frequentes

O TDAH pode começar na vida adulta?

Pelos critérios do DSM-5, vários sintomas precisam estar presentes antes dos 12 anos, então o profissional vai procurar sinais na sua infância. Muitas pessoas só recebem o primeiro diagnóstico na vida adulta: em uma pesquisa do CDC de 2023, 55,9% dos adultos dos EUA com diagnóstico atual de TDAH foram diagnosticados aos 18 anos ou depois. Em geral, os sinais já existiam antes, mas não foram reconhecidos.

Um teste online pode dizer se eu tenho TDAH?

Não. Testes online são questionários de triagem por autorrelato. Eles podem indicar se vale a pena buscar uma avaliação, mas o TDAH só pode ser diagnosticado por um profissional de saúde habilitado que entreviste você. Em estudos com a população geral, a ASRS v1.1 sinalizou muito mais pessoas do que as que realmente têm TDAH.

Qual é a diferença entre TDAH e distração comum?

Todo mundo se distrai. No TDAH, os sintomas precisam ser frequentes, durar pelo menos seis meses, ter começado antes dos 12 anos, aparecer em mais de um ambiente e atrapalhar claramente a sua vida.

Por que o TDAH passa despercebido com mais frequência em mulheres?

Os sintomas de desatenção são menos notados do que os comportamentos disruptivos, então meninas desatentas passam despercebidas com mais frequência. Estratégias de enfrentamento podem esconder a dificuldade, e ansiedade ou depressão coexistentes podem ofuscá-la. Os sintomas também podem ficar mais visíveis em fases de transição da vida e com mudanças hormonais.

Quem pode diagnosticar TDAH em adultos?

Um profissional de saúde habilitado e com formação em TDAH adulto, como um psiquiatra ou psicólogo. Quem pode fazer o diagnóstico varia de país para país. Um clínico geral ou médico de família costuma ser o primeiro passo e pode encaminhar você.

O TDAH passa com a idade?

Os sintomas costumam diminuir. Uma metanálise concluiu que cerca de um em cada seis jovens com TDAH ainda preenchia todos os critérios aos 25 anos, enquanto cerca de metade ainda tinha alguns sintomas que causavam prejuízo. A hiperatividade tende a diminuir mais do que a desatenção.

Faça um teste relacionado

  • Teste de traços de TDAHUm questionário de 18 perguntas sobre traços de TDAH em adultos, abrangendo desatenção, hiperatividade e impulsividade.
  • Teste de ansiedade (GAD-7)O GAD-7, de 7 perguntas, o questionário de ansiedade mais usado por médicos, sobre as últimas duas semanas.

Fontes

  1. American Psychiatric Association. What is ADHD? Physician review: J. Immanuel and J. Burden. Updated October 2025.
  2. Staley, B. S., Robinson, L. R., Claussen, A. H., et al. (2024). Attention-deficit/hyperactivity disorder diagnosis, treatment, and telehealth use in adults: National Center for Health Statistics Rapid Surveys System, United States, October–November 2023. MMWR, 73(40), 890–895.
  3. Song, P., Zha, M., Yang, Q., et al. (2021). The prevalence of adult attention-deficit hyperactivity disorder: A global systematic review and meta-analysis. Journal of Global Health, 11, 04009.
  4. Kessler, R. C., Adler, L., Barkley, R., et al. (2006). The prevalence and correlates of adult ADHD in the United States: Results from the National Comorbidity Survey Replication. American Journal of Psychiatry, 163(4), 716–723.
  5. Faraone, S. V., Banaschewski, T., Coghill, D., et al. (2021). The World Federation of ADHD International Consensus Statement: 208 evidence-based conclusions about the disorder. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 128, 789–818.
  6. Shaw, P., Stringaris, A., Nigg, J., & Leibenluft, E. (2014). Emotion dysregulation in attention deficit hyperactivity disorder. American Journal of Psychiatry, 171(3), 276–293.
  7. Young, S., Adamo, N., Ásgeirsdóttir, B. B., et al. (2020). Females with ADHD: An expert consensus statement taking a lifespan approach providing guidance for the identification and treatment of attention-deficit/hyperactivity disorder in girls and women. BMC Psychiatry, 20, 404.
  8. Kessler, R. C., Adler, L., Ames, M., et al. (2005). The World Health Organization Adult ADHD Self-Report Scale (ASRS): A short screening scale for use in the general population. Psychological Medicine, 35(2), 245–256.
  9. Ustun, B., Adler, L. A., Rudin, C., et al. (2017). The World Health Organization Adult Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder Self-Report Screening Scale for DSM-5. JAMA Psychiatry, 74(5), 520–526.
  10. Chamberlain, S. R., Cortese, S., & Grant, J. E. (2021). Screening for adult ADHD using brief rating tools: What can we conclude from a positive screen? Some caveats. Comprehensive Psychiatry, 106, 152224.
  11. Centers for Disease Control and Prevention. Diagnosing ADHD.
  12. National Institute of Mental Health. Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder.