TDAH e autismo
TDAH vs. autismo em adultos: diferenças, sobreposição e como distinguir os dois
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- TDAH e autismo são duas condições do neurodesenvolvimento diferentes. Imagine os dois como planetas vizinhos.
- No TDAH, a atenção vai atrás do interesse e da novidade. O que é novo puxa mais forte, e tarefas constantes e chatas são difíceis de sustentar.
- No autismo, as diferenças centrais estão na comunicação social, junto com uma forte atração por rotina, detalhes e previsibilidade.
- Os sentidos podem falar alto. Muitas pessoas autistas acham sons, luzes ou texturas avassaladores de um jeito que os outros mal percebem.
- Mesmo comportamento, motivos diferentes. Os dois podem desviar o olhar no meio da conversa: um porque algo novo chamou a atenção, o outro porque o ambiente ficou barulhento demais.
- Eles se sobrepõem muito: cerca de 40% das pessoas autistas também preenchem os critérios de TDAH. Quem tem os dois às vezes chama isso de AuDHD.
- Desde 2013, os profissionais podem diagnosticar os dois juntos. Questionários de triagem ajudam você a fazer perguntas melhores. A resposta vem de um profissional.
Se você já leu uma lista de traços de TDAH e pensou "sou eu", depois leu uma lista de traços de autismo e pensou a mesma coisa, você não está imaginando a sobreposição. Os dois têm muitos comportamentos visíveis em comum e muitas vezes aparecem na mesma pessoa.
Veja como diferenciá-los e o que fazer se você acha que pode ter um deles, ou os dois.
Qual é a diferença entre TDAH e autismo?
O TDAH (transtorno de déficit de atenção/hiperatividade) é uma condição do neurodesenvolvimento definida por desatenção, hiperatividade e impulsividade [1]. Na prática, isso significa dificuldade de se manter na tarefa ou de se organizar, inquietação ou falar demais, e agir antes de pensar: interromper, se intrometer, ter dificuldade de esperar a vez. Os sintomas começam na infância e geralmente continuam na vida adulta [1].
O autismo também é uma condição do neurodesenvolvimento, mas seu núcleo é outro. Pelos critérios do DSM-5, o diagnóstico de autismo exige diferenças persistentes na comunicação social (a troca de ida e volta na interação, a comunicação não verbal e a capacidade de construir e manter relacionamentos), além de pelo menos dois tipos de padrões restritos ou repetitivos [2]. Esses padrões incluem movimentos ou fala repetitivos, insistência nas mesmas coisas, interesses intensos e focados e reação exagerada ou reduzida a estímulos sensoriais como som, textura, luz ou dor [2].
Em termos simples, o TDAH tem a ver com regular a atenção e os impulsos. O autismo tem a ver com a forma como você percebe o mundo social e sensorial, e com o quanto você precisa que ele seja previsível.
| Área | TDAH | Autismo |
|---|---|---|
| Atenção | Dificuldade de manter a atenção nas tarefas, principalmente nas chatas; distrai-se com facilidade [1] | A atenção pode se fixar em interesses com intensidade ou foco fora do comum [2] |
| Vida social | Interromper ou falar sem pensar, muitas vezes por impulsividade [1] | Diferenças na troca social, nos sinais não verbais e nos relacionamentos [2] |
| Rotina e mudanças | Não é um aspecto central dos critérios | A insistência nas mesmas coisas e as rotinas inflexíveis são aspectos centrais [2] |
| Sensorial | Não faz parte dos critérios diagnósticos | Reagir demais ou de menos a som, luz, textura ou dor é um dos critérios [2] |
| Comunicação | Falar em excesso é um dos sintomas listados [1] | Diferenças na conversa e na comunicação não verbal [2] |
| Movimento e atividade | Inquietação e se mexer em momentos inadequados [1] | Movimentos, uso de objetos ou fala repetitivos [2] |
| Quando começa | Na infância; geralmente continua na vida adulta [1] | No início do desenvolvimento, embora possa só aparecer quando as exigências sociais aumentam ou ser mascarado mais tarde [2] |
| Diagnóstico | Por um profissional qualificado; não existe exame único [5] | Por um profissional qualificado, com base nos critérios do DSM-5 [2] |
É possível ter TDAH e autismo ao mesmo tempo?
Sim. Durante anos, oficialmente, não era. O DSM-IV, o manual diagnóstico usado a partir de 1994, tinha uma regra que impedia os profissionais de diagnosticar TDAH em uma pessoa autista, então era preciso escolher um [3]. O DSM-5, publicado em 2013, retirou essa regra, e hoje os dois podem ser diagnosticados juntos [3].
Às vezes as pessoas chamam essa combinação de "AuDHD". É um termo informal, não um diagnóstico separado. O profissional registraria dois diagnósticos: autismo e TDAH.
É comum ter os dois?
Bastante comum, embora o número exato dependa de como o estudo foi feito.
- Uma metanálise de 2021 com 63 estudos encontrou TDAH atual em 38,5% das pessoas autistas e TDAH ao longo da vida em 40,2% [4]. A taxa variou com a idade, a deficiência intelectual, o local de recrutamento dos participantes e os critérios diagnósticos usados.
- No sentido inverso, uma revisão de 2020 com 22 estudos e quase 62.000 participantes concluiu que 21% das crianças e adolescentes com TDAH atingiam o limiar para autismo [6]. O número foi de 19% em amostras da comunidade e de 24% em amostras clínicas.
- Em um estudo de registros suecos com cerca de 1,9 milhão de pessoas, as pessoas autistas tinham uma chance cerca de 22 vezes maior de também ter TDAH [7].
Com que frequência TDAH e autismo ocorrem juntos
A sobreposição também aparece nos traços, não só nos diagnósticos. Na mesma revisão de 2020, crianças com TDAH tiveram pontuações bem mais altas em escalas de traços autistas do que crianças sem TDAH [6]. Então, se você tem TDAH e alguns traços autistas parecem familiares, isso condiz com a pesquisa, seja você autista ou não.
Por que tanta sobreposição? Os genes são parte da explicação. Nesse mesmo estudo sueco, os irmãos de pai e mãe de pessoas autistas tinham uma chance cerca de 4,6 vezes maior de ter TDAH, e essa chance era maior quanto mais próximo o parentesco [7]. Os autores concluíram que fatores genéticos contribuem para que os dois apareçam juntos, mas observaram que o ambiente familiar compartilhado também pode ter um papel.
Em que TDAH e autismo se parecem?
Os dois começam cedo e os dois podem pesar no trabalho e nos relacionamentos. Vistos de fora, muitos comportamentos podem parecer idênticos. O diagrama abaixo organiza alguns traços comuns de acordo com o lado a que costumam pertencer.
TDAH e autismo: traços próprios e compartilhados
Mesmo comportamento, motivos diferentes
É aqui que os dois realmente se separam. Uma boa avaliação pergunta sobre os motivos por trás de um comportamento, e não só sobre o comportamento em si. Veja alguns exemplos do dia a dia de um mesmo comportamento com duas explicações possíveis.
| Como aparece | Um motivo comum no TDAH | Um motivo comum no autismo |
|---|---|---|
| Não captar o que alguém acabou de dizer | Sua atenção se desviou no meio da frase, mesmo que você quisesse ouvir [1] | O tom, a expressão facial ou o sentido implícito foram difíceis de ler [2] |
| Interromper as pessoas | O pensamento chega e esperar a sua vez parece quase impossível [1] | É difícil acertar o ritmo da troca numa conversa [2] |
| Sair de um ambiente barulhento e cheio | Tudo disputa a sua atenção ao mesmo tempo [1] | O barulho e a luz sobrecarregam fisicamente [2] |
| Largar uma tarefa pela metade | Dificuldade de se manter na tarefa e organizado [1] | Uma mudança de plano quebrou uma rotina da qual você depende [2] |
Imagine que você falta a uma festa do trabalho. Com TDAH, talvez você tenha esquecido que era hoje. Com autismo, talvez você soubesse a semana toda e tenha passado esses dias com pavor do barulho e da conversa fiada. Mesmo resultado, motor diferente por baixo. E o apoio que ajuda também é diferente.
Perguntas que podem ajudar a diferenciar os dois
Você não pode se autodiagnosticar, mas pode notar qual padrão se encaixa melhor. Estas perguntas seguem as descrições oficiais de cada condição. Tente respondê-las com exemplos reais da sua semana.
- Quando você perde o foco, é principalmente em tarefas que entediam você, com a atenção puxada para qualquer outra coisa que esteja acontecendo? Isso pende para o TDAH [1]. Ou você se fixa tão profundamente em alguns interesses que o resto some? Isso está mais perto do autismo [2].
- Quando as conversas dão errado, é porque você se distraiu ou entrou cedo demais [1]? Ou porque é difícil entender o que as pessoas querem dizer pelo tom de voz e pela expressão do rosto [2]?
- Sons, luzes, cheiros ou texturas causam desconforto físico, e não só distração? Reagir demais ou de menos a estímulos sensoriais faz parte dos critérios do autismo e não dos critérios do TDAH [2].
- Uma mudança inesperada de plano incomoda você porque quebra uma rotina da qual você depende? A insistência nas mesmas coisas é um traço do autismo [2].
- Você se lembra desses traços na infância? As duas condições começam cedo [1][2], então o profissional vai perguntar. Se os traços só começaram recentemente, pode ser outra coisa.
Se você responder "sim" dos dois lados, isso não é incomum. É um dos motivos pelos quais tanta gente acaba sendo avaliada para os dois.
Como é ter os dois?
Quando os dois estão presentes, os traços podem puxar em direções opostas. O autismo pode trazer uma forte necessidade de que as coisas continuem iguais [2], enquanto o TDAH pode dificultar a organização e o foco na tarefa [1]. Assim, por exemplo, você pode depender de uma rotina para se sentir estável e, mesmo assim, ter dificuldade de manter essa rotina.
Imagine um dia de trabalho. Você o planeja com cuidado porque surpresas desestabilizam você, e depois perde o plano debaixo de uma pilha de tarefas começadas pela metade. Um colega muda o horário da reunião, e você fica abalado por uma hora. Nenhuma das duas condições sozinha explica totalmente um dia assim, e é exatamente o tipo de padrão que vale descrever para quem for avaliar você.
Ter os dois também pode dificultar o reconhecimento de cada um. Os autores da metanálise de 2021 recomendaram que os profissionais investiguem com atenção o TDAH em pessoas autistas, principalmente crianças e adolescentes [4]. Se você já tem um diagnóstico e algumas das suas experiências ainda não se encaixam nele, faz sentido levantar esse ponto.
O apoio é diferente para TDAH e autismo?
Sim, e esse é o motivo prático pelo qual a distinção importa. O tratamento padrão do TDAH inclui medicação e psicoterapia ou abordagens comportamentais, como a terapia cognitivo-comportamental, com apoio escolar para crianças [1]. Pesquisadores também estudam opções mais novas, como mindfulness e neurofeedback [1].
Com o autismo é diferente. O NHS, o serviço público de saúde do Reino Unido, descreve o autismo como algo com que a pessoa nasce, e não uma doença, sem tratamento ou cura para o autismo em si [15]. O apoio passa por entender como você funciona e mudar coisas ao seu redor, como uma mesa mais silenciosa ou instruções por escrito em vez de verbais.
Os dois costumam vir acompanhados. Ansiedade e depressão são comuns junto com o TDAH [1], e o NHS lista as duas como mais prováveis em pessoas autistas [15]. Fale sobre elas com o profissional também. Condições coexistentes podem dificultar o reconhecimento e o tratamento do TDAH [1], então ter o quadro completo ajuda.
| Tipo de apoio | TDAH | Autismo |
|---|---|---|
| Medicação | Faz parte do tratamento padrão [1] | Não existe tratamento ou cura para o autismo em si [15] |
| Psicoterapias | A terapia cognitivo-comportamental é uma opção padrão [1] | Não são um tratamento para o autismo em si [15] |
| Mudanças no dia a dia | Sistemas que reduzem a carga sobre a atenção e a memória | Mudanças no ambiente e nas rotinas que reduzem o estresse |
| Condições coexistentes | Ansiedade, depressão, problemas de aprendizagem e de sono são comuns [1] | Ansiedade, depressão, TDAH e epilepsia são mais comuns [15] |
Por que tantos adultos, principalmente mulheres, recebem o diagnóstico tarde?
As duas condições começam na infância, mas muitas pessoas só recebem o diagnóstico na vida adulta, ou nunca. No mundo, estima-se que 2,58% dos adultos tenham TDAH que começou na infância, e que 6,76% tenham sintomas de TDAH acima do limiar diagnóstico [8]. Nos Estados Unidos, o CDC estimou que 2,21% dos adultos são autistas, cerca de 5,4 milhões de pessoas (uma estimativa por modelagem a partir de dados de 2017) [9].
Porcentagem estimada de adultos com cada condição
As diferenças entre os sexos são uma grande parte da história do diagnóstico tardio. No autismo, uma metanálise de 54 estudos concluiu que a proporção real entre meninos e meninas está mais perto de 3 para 1 do que dos 4 para 1 muitas vezes citados, e que meninas que preenchem os critérios correm mais risco de não ser diagnosticadas [10]. No TDAH, uma declaração de consenso de especialistas de 2020 concluiu que meninas e mulheres são pouco reconhecidas, muitas vezes apresentam um quadro mais discreto e voltado para dentro, e podem usar estratégias de enfrentamento que escondem os sintomas [11].
Esconder traços tem nome na pesquisa sobre autismo: camuflagem. Em um estudo com 92 adultos autistas, as pessoas descreveram mascarar e compensar para se encaixar, e relataram exaustão como um dos custos [12]. O próprio DSM-5 observa que os traços autistas podem ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida [2].
Em que os questionários de triagem de TDAH e de autismo são diferentes?
Os questionários de triagem são construídos em torno dos traços centrais de cada condição, então fazem perguntas bem diferentes.
O questionário de triagem de TDAH em adultos mais conhecido é a Escala de Autorrelato de TDAH em Adultos (ASRS), da Organização Mundial da Saúde. Ela tem uma lista de verificação de sintomas com 18 perguntas e uma versão de triagem com seis perguntas tirada dessa lista. No estudo de validação original, com 154 adultos, a versão de seis perguntas identificou corretamente 68,7% das pessoas com TDAH e descartou corretamente 99,5% das pessoas sem TDAH [13].
Para traços autistas em adultos, um questionário muito usado é o Quociente do Espectro Autista (AQ), com 50 perguntas. No estudo que o apresentou, 80% dos adultos autistas tiveram 32 pontos ou mais, contra 2% do grupo de comparação [14].
Nosso teste de TDAH pergunta com que frequência você viveu 18 padrões comuns nos últimos seis meses, no estilo da ASRS. Nosso teste de autismo faz 20 perguntas sobre vida social, comunicação, foco, rotina e sentidos, no estilo de questionários de triagem consolidados para adultos, como o AQ. Fazer os dois pode mostrar qual padrão combina mais com você, ou se os dois parecem combinar.
Uma pontuação alta em qualquer um deles é um motivo para conversar com um profissional, não um diagnóstico. Questionários não enxergam sua infância, seu contexto nem os motivos por trás das suas respostas.
Como ser avaliado para TDAH, autismo ou os dois?
Não existe um exame único para TDAH [5], e o autismo é diagnosticado por um profissional capacitado com base nos critérios do DSM-5 [2]. Os serviços variam muito de um país para outro, mas o caminho costuma ser mais ou menos assim.
Como costuma ser o caminho até a avaliação
Perceba o padrão
Anote exemplos do trabalho, de casa e dos relacionamentos. Um questionário de triagem pode ajudar você a dar nome a isso.
Converse com seu médico
Leve suas anotações e os resultados de triagem que tiver. Peça um encaminhamento para alguém que avalie adultos.
Reúna sua história
As duas condições começam na infância, então espere perguntas sobre seus primeiros anos. Boletins escolares ou um dos seus pais podem ajudar.
Avaliação com especialista
Um psicólogo, psiquiatra ou outro profissional qualificado avalia você. Pergunte se ele vai considerar as duas condições.
Planeje o apoio
O apoio para TDAH e para autismo é diferente, então ter clareza sobre qual se aplica (ou se são os dois) ajuda você a escolher o que tentar.
Chegar preparado ajuda. Vale a pena levar:
- Exemplos específicos do trabalho, de casa e dos relacionamentos, de preferência anotados à medida que acontecem, ao longo de algumas semanas.
- Boletins escolares, diários antigos ou qualquer outra coisa que mostre como você era na infância.
- Alguém que conviveu com você na infância, se essa pessoa estiver disposta a falar com o avaliador ou preencher um formulário.
- Os resultados dos seus questionários de triagem, com a observação de que são um ponto de partida e não um diagnóstico.
- O que você já tentou, como aplicativos, rotinas ou mudanças no trabalho, e o quanto cada coisa funcionou.
Se você já foi diagnosticado com uma das condições, vale a pena perguntar se a outra foi considerada. Desde 2013, nenhuma regra impede ter as duas [3].
Se sua dúvida é principalmente sobre TDAH, nosso guia sobre sinais de TDAH em adultos mostra com mais detalhes como ele aparece no trabalho, em casa e nos relacionamentos.
Ou vá direto para o teste de traços de autismo.
Perguntas frequentes
Qual é a principal diferença entre TDAH e autismo?
O TDAH é definido por desatenção, hiperatividade e impulsividade. O autismo é definido por diferenças na comunicação social, além de padrões restritos ou repetitivos, como a necessidade de que as coisas continuem iguais, interesses intensos ou reações sensoriais fortes. Alguns comportamentos parecem iguais nos dois, mas os motivos por trás deles costumam ser diferentes.
É possível receber o diagnóstico de TDAH e de autismo?
Sim. O DSM-IV, mais antigo, não permitia os dois diagnósticos juntos, mas o DSM-5 retirou essa regra em 2013. Hoje os profissionais podem diagnosticar os dois na mesma pessoa.
O que significa AuDHD?
AuDHD é um termo informal para quem é autista e também tem TDAH. Não é um diagnóstico separado. O profissional registraria dois diagnósticos: autismo e TDAH.
Quantas pessoas autistas também têm TDAH?
As estimativas variam conforme o método dos estudos. Uma metanálise de 2021 com 63 estudos encontrou TDAH atual em 38,5% das pessoas autistas e TDAH ao longo da vida em 40,2%.
Se tenho dificuldades sociais, é TDAH ou autismo?
Pode ser um, outro, os dois ou nenhum. No TDAH, as dificuldades sociais muitas vezes vêm da desatenção ou da impulsividade, como se distrair ou interromper. No autismo, vêm com mais frequência de diferenças na leitura de sinais sociais e no vaivém de uma conversa. Um profissional analisa os motivos e toda a sua história.
Um teste online pode dizer se eu tenho TDAH ou autismo?
Não. Questionários de triagem online podem mostrar se seus traços combinam com padrões comuns e se vale a pena buscar uma avaliação, mas só um profissional qualificado pode diagnosticar TDAH ou autismo.
Fontes
- National Institute of Mental Health. Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD).
- Centers for Disease Control and Prevention. Clinical testing and diagnosis for autism spectrum disorder (DSM-5 criteria).
- The Transmitter (Spectrum). New rules allow joint diagnosis of autism, attention deficit. 2012.
- Rong, Y., Yang, C. J., Jin, Y., & Wang, Y. (2021). Prevalence of attention-deficit/hyperactivity disorder in individuals with autism spectrum disorder: A meta-analysis. Research in Autism Spectrum Disorders, 83, 101759.
- Centers for Disease Control and Prevention. Diagnosing ADHD.
- Hollingdale, J., et al. (2020). Autistic spectrum disorder symptoms in children and adolescents with attention-deficit/hyperactivity disorder: a meta-analytical review. Psychological Medicine, 50(13), 2240-2253.
- Ghirardi, L., et al. (2018). The familial co-aggregation of ASD and ADHD: a register-based cohort study. Molecular Psychiatry, 23(2), 257-262.
- Song, P., et al. (2021). The prevalence of adult attention-deficit hyperactivity disorder: A global systematic review and meta-analysis. Journal of Global Health, 11.
- Dietz, P. M., Rose, C. E., McArthur, D., & Maenner, M. (2020). Estimated number of adults living with autism spectrum disorder in the United States, 2017. CDC summary.
- Loomes, R., Hull, L., & Mandy, W. (2017). What is the male-to-female ratio in autism spectrum disorder? A systematic review and meta-analysis. Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, 56(6), 466-474.
- Young, S., et al. (2020). Females with ADHD: An expert consensus statement taking a lifespan approach. BMC Psychiatry, 20, 404.
- Hull, L., et al. (2017). "Putting on my best normal": Social camouflaging in adults with autism spectrum conditions. Journal of Autism and Developmental Disorders, 47(8), 2519-2534.
- Kessler, R. C., Adler, L., Ames, M., et al. (2005). The World Health Organization Adult ADHD Self-Report Scale (ASRS): a short screening scale for use in the general population. Psychological Medicine, 35(2), 245-256.
- Baron-Cohen, S., Wheelwright, S., Skinner, R., Martin, J., & Clubley, E. (2001). The Autism-Spectrum Quotient (AQ). Journal of Autism and Developmental Disorders, 31(1), 5-17.
- NHS. What is autism?